segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Ins Piração

Diluir-me em liberdade ou delírio
Mesmo sem saber quem somos,
Somos sempre nós mesmos
Demônios rindo junto as manias
Paranóias panorâmicas
Discretamente nocivas
Realidades que não satisfeitas
Em meias verdades
Por amor ou tédio
Engolem o orgulho numa dose de impulsividade
E se desprendem
De definições ilusórias do que na verdade não existem
São outras sintonias
O que é certo
O que é errado
Nunca foi real consenso
E a lei da maioria não atrai
Que indigna, pela falta de personalidade
O diferente, então, foge ao estereótipo
É errado ser diferente
E quem for de Vênus?
Preferi ser nua
Ou coisa qualquer por não aderir ao sistema
O fim da minha existência é parcial
Deixarei então que os pedaços de mim
Vivam em outras pessoas
Amor.
Então,
Sentar na janela e ver a morte chegar
Muda
Sólida
Como as cores do entardecer

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