quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
A visita do pecado
Foto: Giselle Fioravanti
E acontece assim, as promessas da noite que não foram feitas, a noite que amanheceu e o amor que acabou e de longo ainda durou até depois do meio dia, na futilidade carnal e na presunção do ser que sabia que não devia, mas fez mesmo assim, o contato que iludiu quebrou a proteção e sumiu, como a expectativa fria cede ao pouco calor, até que um dia desacreditada de vez congela, mas não mais como simples objeto, mas como divertido passatempo.
Na verdade nem sei, sei que não devia, e estou tão cansada de acordar arrependida, que daqui em diante vou dormir com vontade, mentira, não vou dormir, assim não corro o risco de acordar arrependida, só se vive uma vez.
A geniosa e perigosa ideia de quem estava entediado e inventou o pecado, falha num ponto crucial, não vem com bula informando a tragédia que o acompanha:
A Gula, A Avareza, A Luxúria, A Ira, A Inveja, A Preguiça e A Vaidade..
E que Deus me perdoe, mas como é bom pecar.
Por fim deparei-me com o pecado, deitado num colchão jogado no meu quarto e em meio a bagunça e o pecado, meus textos antigos.
Devia ter desenhado o rosto lindo do pecado dormindo, mas pecado não tem rosto certo, pra cada um o pecado tem um rosto e o meu pecado tem cara de anjo, toque delicado e gestos de gentleman.
Depois passei muito bem, não sei se pelo pecado ou pela bagunça, ou pelos texto que reencontrei, mas esqueci da culpa do pecado, porque lembrei o quando é bom não ser divina e que pela lei natural dos encontros nada é por acaso.
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