Veja bem meu bem, ontem o acaso me surpreendeu novamente,
acontece que hoje ao fim da tarde pensei o quanto acho o acaso maravilhoso.
Um minuto depois chega a sua mensagem.
Eu corro e vejo meu e-mail, e adivinha sobre o que você
falava?
Isso é o acaso.
Acasos, somatórias, coisas previstas ou não...
Bem primeiramente, partindo da ideia de que nada pode vir do
nada e que um dia alguma coisa tinha que vir do nada, e que nada se cria nada
se perde tudo se transforma, Poderíamos fazer uma analogia do mundo e suas
qualidades físicas partindo do conceito
básico da calorimetria, como um sistema de balanço energético onde as soma das
quantidades de calor cedidas por uns é igual a soma das quantidades de calor recebida
pelos demais, ou seja, isso claro num sistema termicamente isolado, há sempre a
troca de energia mas não a perda dela, podemos observar algo similar na cadeia
energética animal.
Tente compreender este nó.
E então como podemos
ser apenas uma soma das nossas escolhas?
Acho tudo isso um
mistério maior, no entanto não posso discordar de que somos sim uma somatória
das nossas escolhas aliadas ao acaso, e de que toda essa explanação é pela
idéia da vida.
Mesmo que você explique um pouco melhor e com idéias mais
organizadas no papel, ainda tenho dificuldade em entender o porque de toda essa
influencia que eu exerço sobre você, entre tanto, me sinto honrada porque eu
sempre te admirei muito, e pra mim uma pessoa que eu tenho em alta no meu
conceito ser recíproca a isso é motivo glória pra mim, embora, ache que não
seja digna de tanto, fico extremamente lisonjeada em saber que sou uma grande
soma pra você.
Machado sofre, Camões sofre, um amor que já morreu, eu sofro
um amor que vive e que não quer ser meu.
Sobre meus amigos
Tudo o que escrevo sobre mim, pertence a eles, pois são eles
que me compõem.
Se morresse hoje morreria feliz, não pelo que fui, muito
menos pelo que tenho, mas morreria cheia de mim por quem pude cativar.
Meus amigos, mesmo com a distancia, com minha falta de juízo
e minha vasta coleção de defeitos conseguem ao longo desses anos me suportar.
A morte certamente é um novo começo, afinal a vida é um
ciclo, e um ciclo não tem começo nem fim.
Se sua razão não pode ser vencida pelo amor é porque amor
nunca houve.
Só pode se amar ao outro quando antes tem-se amor próprio, o
amor ao outro é o amor por si aflorado, que, da-se a um outro ser.
Esse valor de intensidade de amar ao outro como a ti mesmo
faz do outro parte de ti, o amor carnal é a construção, a expressão física do
amor sentimental.
Segundo Platão as almas criadas por demiurgo e entregue aos
deuses da terra e aos planetas
Que as revestem de um corpo, imagino que a união carnal seja
a máxima aproximação das almas presas aos corpos nessa vida terrena, levando em
conta também o mito das cavernas em que os sentidos não são o que parecem ser.
É um momento dedicado apenas a um outro ser que de faz parte
de você como um todo maior, é a parte sensorial a reminiscência de Platão
espreitada pelos sentidos.
O ápice do amor é quando inconscientemente o corpo faz a
alma retornar a consciência dos conhecimentos adquiridos na estrela.
-------Devo ter me afogado demais em Platão e outros mais,
já nem sei quais idéias são as minhas e quais peguei emprestadas, porque
algumas eram contrarias as que eu tinha, outras faziam oposição, outras me
fizeram compreender pois acrescentavam-se as minhas, e outras ainda eu jamais
seria capaz de imaginar, mas o que leio fica em mim gravado como cicatriz e
assim passa a fazer parte de mim, como experiência vivida, e fico tão eles que
penso perder a essência pura de mim é como se eu me torna-se um meio aquoso com
as mais diversas substancias diluídas.
Não sei ao certo se quero um certo, ou se quero apenas uma
contradição, definir a verdade é querer limitar o infinito.
Camões se revira no tumulo
Que diria Camões desse amor que amamos hoje?
Seria nosso amor inato?
Ou seria apenas uma tradição do que um dia já foi?
Um delírio maneirista.
Se antes era flor
Agora é capital
Pobre do amor
Que não é mais imortal
Tornou-se um cínico contemporâneo
Nada de fogo que arde sem se ver
Ou de estar-se preso por vontade
Perfeitos idéias perdidos
“E hoje em dia, como é que se diz eu te amo?”
As coisas que você possui acabam te possuindo, ao invés
delas fazerem parte de você, você acaba fazendo parte delas, precisando que
elas te rotulem, ou por uma marca ou por um estilo, e por mais revoltante que
seja não há muito como fugir disso, só que não.
Estou aprendendo a me amar e a cuidar de mim, isso dói,
estranho não é mesmo, deveria ser uma coisa prazerosa, sempre deixei que as
pessoas cuidassem de mim e por sorte tive muitos amigos pra isso, ainda os
tenho, mas chega uma hora, não por eles mas, por nos mesmo que temos de ser
nosso próprio apoio e proteção.
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