quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Porque agora não me falha a memória?

Mesmo ele na dele e ela da dela, ainda assim, parecem feitos um pro outro.
É possível que os momentos ruins apaguem os bons?
Há felicidade, há plenitude, há saudade.
Se amor acaba, amor nunca foi, que saudade.
O futuro é construído sobre o passado, mal se pode completar as estações do ano.
Fez frio no verão, nevou na primavera, como se deixa de cuidar de uma flor tão linda?
Não há espaço pra rancor, nem para o amargo, só ficou difícil.
Só desistiu.
Ia doer a decisão, ia doer o arrependimento, mas nada ia doer mais que desistir.
Você sabe?
Eu sei.
Não sei se é bem arrependimento ou só lamento
Mas a memória sacana, esquece o que precisava lembrar
E lembra sem cessar, de você que preciso esquecer
Mas se já esqueceu, sua memória é pior que a minha
Ou sua mente te faz a mesma pegadinha?
Sobre felicidade na sua ausência
Esse riso torto é riso e ri de tudo
Lembrando de tudo quando a vida é basicamente sobre esquecer
Tentou me preparar pra isso
Eu nunca estaria pronta
Perdi a leveza, razão não sei, rotina talvez, a falta de delicadeza com ela,
Errei a mão, acontece, perdi seu coração, e o meu chora até agora,
Gritei, esperniei, implorei, entendi, refleti, calei
Mesmo calado ficou por dentro sufocado meu coração apaixonado que bate pelo mesmo motivo
E o sentido nem fala mais comigo, me ignora até agora, não me atende quando ligo,
Não responde quando chamo, não quis se quer ser meu amigo.
Um dia quem saibe você me leia.




Nenhum comentário:

Postar um comentário