Escrevo pra me vingar, vingar o que errei, vingar quando deveria ter partido e não parti, vingar o falso amor, vingar minha indignação quando ela não cabe mais em mim. Desabafar , para isso é preciso que outro te ouça e se posicione, escrever é dizer e pronto, se não gostar não leia, simples assim.
Me vingo dos políticos que aprontam e que tentam abafar o povo, me vingo das instituições publicas e privadas, que em maioria deveriam ser realmente privada de tanto acumulo de dejetos que guardam, me vingo do próprio povo, omisso, e submisso, que passa fome, passa aperto, passa mal, passa tanto que morre pra não passar mais nada e só passar desta pra uma melhor.
Me vingo de quem partiu de mim, me vingo das dores e dos apertos, e ainda bem que escrevo, é que se resolvesse minha vingança com fogo estaria condenada por diversos homicídios dolosos, mato e me vingo quanto quiser e permaneço em liberdade, e acreditem escrever por vingança é menos crime que escrever por amor.
Me vingo da minha tristeza, e quando estou alegre e tem outro triste me vingo também pela injustiça; não acredito que a vingança seja um prato que se come cru, a minha vingança é um prato muito apreciado por mim e sacia minha sede de te matar.
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